João Mendes: a ótica ao natural

A nossa incursão até Leiria elevou-nos ao som das paixões de João Mendes. Aventureiro de coração, com ligação central à natureza e com a companhia inseparável do jovem André, seu filho, nas suas conquistas, deixou-nos entrar na sua vida à velocidade da moto quatro ou do jipe que tanto gosta, por caminhos sinuosos. Para lá dos óculos, da optometria e da sua Global Visão que o movem, João Mendes construiu a sua felicidade na simplicidade.

Como se iniciou na ótica?

Costumo dizer que não sou velho, mas comecei muito cedo na ótica(risos). A minha irmã trabalhava numa e eu ia fazer-lhe companhia, especialmente no verão e até fazia recados. Achei interessante e acabei por me envolver na área das reparações de óculos. Sempre gostei de montar e desmontar coisas. Dá-me gozo ver mudanças e evolução e despertou-me a atenção pegar nos óculos, soldá-los, repará-los, substituir parafusos… Nunca era monótono. Era gratificante conseguir um bom trabalho na solda de um peça tão pequena e frágil. Quis, por isso, aprofundar conhecimentos na área, com formações e acabei por ser convidado a ficar na ótica onde trabalhava a minha irmã. Trabalhei lá cerca de dez anos. Entretanto, tirei o curso de técnico de ótica, depois o de contactologia e finalmente debrucei-me sobre a optometria. Esta última vertente fascina-me imenso.

E a aventura de tornar-se empresário?

Adquiri a empresa trabalhei desde 1993, depois de sair da primeira ótica onde trabalhava com a minha irmã. Entrei com um convite para gerir uma loja de um franchising, tinha eu 24 anos. Foi um grande desafio, essencialmente porque na altura via-se a figura do ótico como uma pessoa madura, com uma certa idade. Havia o estigma que nem toda a gente sabia montar progressivos, mas eu aceitei, precisamente porque queria ultrapassar este preconceito e dei provas disso. Desde aí, criei uma grande carteira de clientes e empatia com as pessoas que nos procuravam. Claro que, devo muito à minha equipa que se alinham comigo na disponibilidade no atendimento das pessoas, na simpatia e na procura por resolver os problemas.

Também integrou o grupo CECOP como estratégia de diferenciação?

Estou ligado à CECOP desde 2012/13 por várias razões, uma delas não perder a minha identidade. Necessitava de um parceiro de negócio que não me obrigasse a ter uma imagem corporativa, associado a isso o facto de não haver compromisso de permanência, melhores descontos nas compras, o rappel no final do ano, todo o apoio em campanhas de marketing e por último, mas não menos importante, a formação.

Leia a entrevista completa na edição 81 de setembro.

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